sábado, 31 de dezembro de 2011

Um Fim e Um Começo

Todo dia é começo e fim.
Assim é para todos, para mim.
Eu queria depois desse dia
Menos vozes com palavras frias.

Eu queria menos imposições
Menos gente que decide antes
De entender as suas posições.

Eu queria que pusessem calor
Em vez de meramente um louvor.

Que as pessoas agissem com fé
Nas pessoas, nas chances, no que é,
Ao invés dessas tautologias
Em que não se fazer é mais certo
Que conviver qual ele faria.

Quem finda começos somos só nós.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Para um Feliz Natal

Em um dia tão especial
Para todos um Feliz Natal
Indiferentemente de qual
A sua religião

Não podemos nos dizer irmãos
Se dividirmos por tal razão
As pessoas com que vivemos

Temos que pensar todos leigos
Do que seremos e veremos
Pois pensar certo o que cremos
É violar todo direito
De cada dos demais de pensar

Não é aos seus irmãos respeitar
Dizer certo só quem concordar

sábado, 24 de dezembro de 2011

Contente Presente

Eu via um dia
No final do Natal
A sombra da pomba
Que eu sei que criei

Percebi bem ali
Naquela janela
Contente presente

Sou grato de fato
Pelo que receber

Especyalmente tal
Porque é comwa fé
Independente de
Igreja quyalmeja
Ou que não comyo pão

Por se ser quem se é

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Uma vez em três

Cachorros que mordem,
Mordem uma vez
E todos entendem
Porque tal se fez

Abelhas que picam,
Picam uma vez.
Os que tristes ficam
Vêem que refez
Colméia campestre

Cavalos que correm,
Caem uma vez,

Pois não mais conseguem:
Andar com as três,
Deitar um trimestre.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Neblina

A neblina
Torn'a esquina
Em um ponto
Que fascina

Antes dela,

Conhecido
A traféga

Depois dela,
Não syenxerga,
Yo qu'encontro
É por regra
Mais que era.

And'um pouco,
Tudo zera.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Presente

Boba paixão
Imitará
Coelhinho:


Histórico
Oaristo
D'eufórico
Enamorar

Por tod'um mar
Em viagem,


Lind'imagem
Um seu pagem
Carregará.

Imitação
A lhe lembrar

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Solstícios

Solsticios vem e vão.

Ou por mero tempo,
Largados nesse chão,

'Sticados no vento,
Tingidos pelas mãos

Isso pelo remo,
Ciótico que é,
Inabil por crermos.

Ou por estar em pé
Diferentes termos

Verão, porém, além
Em qualquer discussão
Rogar um fogaréu
A uns deuses em vão
Ou por gelo do céu

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

8h de Sono

Oito horas de sono

Das horas eu sou dono
Neste momento feliz

Farei o que sempre quis
Deixarei as coisas vis
Todas ficarão pra trás

E terei memórias tais

Que me manterão assaz
Vivo no mundo, capaz
No seguinte momento

Pois por bastante tempo
Poderá ser bem lento

O dia, e extenso
Os fazeres que tendo
A requerer por viver.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

24h

Um dia de alvorada fria
Um dia que a luz aquecia
Um dia de manhã muito quente

Um dia pra acertar as contas

Um dia pra segurar as pontas
Um dia pra assumir deveres

Um dia pra refletir mais vezes
Um dia pra ficarem pendentes

Um dia pra levantar com sono
Um dia pra acordar risonho
Um dia pra se dormir mais cedo
Um dia pra madrugada lendo

Um dia pra ficar retorcendo
Um dia pr'acabar renascendo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Liquidar

Nadando águas da vida
É fácil não ver saída,
Rodeado só de água
Sem se ver a terra larga,...

Perdido em meio ao mar.

O fim dos nossos começos
É um caldo muit'espesso
Que dificulta o nado

E faz sentir o cansaço
Até sentir-se afundar.

Porém, é rasa contigo
A mesma água, amigo

Basta parar este canto
Que pel'esquerda põe manso
Bile à água engrossar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sinusite

A minha grande esfinge
Tem erodida a testa.

Quando a dor se extingue,
Quebra-cabeças são festa,
E o pensar não me cansa.

Mas quando muda o clima,
A testa sente o peso,
E quem comanda acima
Se sente ao corpo preso,...

Ou presa a uma lança.

Ainda que dolorida,
Tal mal-estar entranhando
Lembra a sabedoria
De se ter um corpo sano
Para se ter mente sana.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tod'Eficiência

Faça o que fizer.

Mas o que lhe vier
Será somente seu.

Pois nenhum outro eu
Fez o aconteceu
Que ocorre a ti.

Nosso próprio agir
Afet'o poder vir
E o estar por vir,
Como consequência.

Tod'eficiência,

Não da penitência,
Virá da ciência
E da consciência
Que bem faz quem faz bem

Real Ler

Nos muitos, pingados
Oblíquos e rasos,
Salvam-se poucos ainda.
São eles que vêem
A vida que têem,

Lambendo a sua língua.

Impede a sede
Ter poucos verbetes

E achar que o que dizem
Roucos sem cadernos,
A todos, é óbvio

Ter e conhecer muito bem
Um vocabulário,
Real dicionário,
Ao bom comunicar faz bem

domingo, 11 de dezembro de 2011

Uma Mensagem de Natal

Nosso mundo evoluiu

Bondade religiosa
Não vem mais duma igreja

A imagem da bondade
Saiu da instituição,
E se tornou algo maior

Agora ela envolve
Pessoas de todas as fés,
E somos de fato irmãos
Quando estamos unidos.

Porém, ainda há tolos
Que acham mais importante
Dizer que são de um grupo,
Em vez de fazer seu grupo
Todos os seres do mundo.





Dedicado a todos os irmãos. Ou seja, a todos os seres vivos neste planeta, mesmo aqueles que se acham menos fraternos para com pessoas que não gostam de beber o mesmo sangue.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Cinza Celeste

Pelo que vejo
pela janela
pelos ares vem
Mais suma daquelas

E eu não estou preparado
Para tudo que for causado
Pelas águas cadentes,
Consequentes enchentes,
E males do mal não fazer

Sou carioca

E é agora
Que lembro eu
De quem perdeu

Eu vi apenas
Fotos pequenas...

domingo, 24 de julho de 2011

Depois da Bonança

O povo se embebedou
E por um momento sorriu
 
Saiu leve daquele bar
Por toda rua a andar
E depois de muito correr
Com a droga a entreter
por fim se sentiu a pesar
 
Mas na droga a syafogar
  Suas cabeças a doer
E sem nada para fazer
Não conseguiram mais nadar

E com tal dor a os matar
A casa de vinho caiu.
 O povo a apedrejou.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Porque das Manifestações

Foram muitos problemas
Ainda terão bem mais.
Lá no lugar dyesquemas
Todos falam por demais,
Além, porém, não fazem.

Dinheiro, ah, nós temos
Eis eles nos salários

Em todos, nós não vemos.
De alguns, contemplados,
 Urgem. Descasos nascem.
Cai assim nossa moral

Assim cairi'o mal
Caem poucos pois é tal
A situação vital:
O governo nos jazem.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Volta dos 100 Mil

Por não termos as casas
100 mill voltam as ruas..

90 mil por prata,
Sob a luz da lua
E outras luzes fracas,
Irão a mesma luta,
Talvez com iguais facas.

Talvez novent'e cinco
Encheram nossas macas,
Pois desde o princípio
Não há o que os para.

Sem qualquer auxílio,
Se permitir a Vara,
Voltarão ao presídio.

domingo, 3 de julho de 2011

O Túmulo de Franco

O Brasil está mais fraco
Com um pesar mais honesto
E isto pode ser visto
Num agora vago posto
O qual ficará em luto.

Pois nós perdemos um franco.
Algo que nenhum invento
Pode, substituindo,
Pensar no salário posto.

Estaremos mais pro fundo,
Tendo este ruim marco,
Que não saberá o neto.

E todos sabemos disto.
É pelo tempo imposto.

Esqueceremos o justo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Esperando Espíritos

Vinte três ficaram ricos.
Mais ricos que por trabalho.
Eles então foram presos.
Fraude era o encargo.
A alguns parece justo.

O necessário é largo,
e isto torna o posto
mais do que apenas passo,
por dinheiro, mas um fato
que causa bem mais estrago.

Pois, esperam espíritos
os que carregam o fardo
da falta de contratados
e de poder do Estado.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gran nada

Dizem que
bandeiras
vão sendo
mudadas

Mas valas
ainda
são valas

Dizem que
chega paz
só porque
polícia
vai se ver

Granada
explode

domingo, 26 de junho de 2011

Entre Ruas Velhas

Entre ruas velhas

Os que andam nelas
Bebem luz de velas
Uma quantidade
Extremada demais

Ignoram elas
Roncando mazelas
O cano qu'espera
Explodir apenas

Xingam gases letais

Porém, só aquela
Lançada por elas
Os cuidados terá

Deixam tantas outras
Em seus ruins locais

sábado, 25 de junho de 2011

Vítima do Estanco

Deixado à própria sorte
quem não conhece se perde

E é levado a morte
pois não há um aviso breve
que o avise quão forte
uma queda que se leve
pode ser contra seu porte

O problema, entretanto,
mora naquele que fala
que não é nenhum espanto
que do transporte se caia

Afinal, "para que tanto"
se pensa sem se ver vala
com as vítimas d'estanco

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Erro do Sistema

Entraram
no nosso
sistema

Olha que
problema

Fariam
tão logo
agora,
que pensam
melhoras?

Fizeram

Um troço
tão assim.
Quem diria,
contra mim?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Queda Infeliz

Cai
n a v e

D e s c e m
a s   h é l i c e s
p a r a
o m a r

G r a n d e
p e s a r
q u e

P o r   f a m o s o s
c o n h e c i d o s
s o m e n t e
t a v a m
l á

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que chamam de Milagres

No olhar lágrimas fazem
quando se vê que Milagres
com atitude covarde
anda entre corajosos

Ataca a todos eles
e faz chorarem ardentes
por ser inimigos dele

E o ajudam honrosos

Mas, pelo ousar que fere
sua delicada pele
com violência desfere
por momentos horrorosos
armas que nenhuma pede

Yos tiros que aparecem
os heróis jamais esquecem

domingo, 5 de junho de 2011

Quando Heróis Viram Vilões

Heróis viram vilões
por causa de ações
de governos ruins
e pessoas afins
que querem mais pra si

E ainda aqui
continua ação
pra manter ilusão

O governo só quer
eleger a mulher
eleger sucessor
dinheiro sem pudor

E melhor não fica
pros heróis da vida.

sábado, 4 de junho de 2011

Nem um Passo daremos Atrás

Um exército só pra vidas
contra água e contra fogo
com um trabalho perigoso
que causa as dores sofridas

Mas que são mandados a deixar
e dizem se insubordinar
por não quererem deixar seu lar

E nunca haverá saída
para esse empasse torto

Porque para se continuar
é necessário se repensar
como seriam fogo e mar
sem essas pessoas pra salvar
pois vivem mal enquanto dão paz

Nem um Passo daremos Atrás

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Protesto Paradoxal

Nada mais estúpido
do que repetir que é
contra o preconceito
e protestar lei que é
contra o preconceito...

É falta de lógica.

Mas talvez haja algo
que pode até chegar
bastante perto disso

Quando é a verdade
bastante óbvia

Falar de liberdade
d'expressão, religião,
de ser pela família
é falta de compr'ensão.

Vermelho no Rosto

A máquina explodiu.
Deixou marcas no pelo.
Mas não desse que fugiu.
 
E ao ver ao relento
tudo o que se partiu,
o decidir é lento
em temer quem conseguiu
destruir seu sustento.
 
Pois na ponte que partiu,
traz algum complemento
se poder ter um anil
lá, a qualquer momento.
 
Tem-sya cara do Brasil
manchada de vermelho.

domingo, 29 de maio de 2011

Porque o Hino Fu(n)(c)k os Soldados

O Brasil de fundo
é inaceitável,
pois isso pro mundo
seria vergonha

Não pelo uniforme,
iss'é perdoável...

Nem pelo enorme
chamar a cegonha
feito pelo grupo.
 Pra funk, formidável,
mas deixa de luto

grupos que disponham
da imagem séria
que nunca é real.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

evangelosas valem mais que Pessoas diferentes

Por que não é lei
que não se possa
atacar um gay?

Evangelosas...

Como é qu'eu sei?
Eu vejo joças
as quais ninguém fez.
Todas são nossas,
Nunca foi o rei.

"Tantas agora,
o que farei?"

"Falarei, ora.
Com Deus falarei.
Reino afora
santo virarei.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mobilização Correta

A polícia, não do Chile,
Parou um jogo de 'críque'
Para poder se ver livre
De um bicho num declive,

Que parado ali vive:
"Desde que lá eu estive
Eu não vi um mexerique."

Um mobilizar correto.

Pra que não houvesse rusga,
Helicop'teros da Rússia.
 Por um tempo que lhes custa
Com térmica luz que lustra
Viu por dentro dessa crusta,

E deduziu com astúcia
Ser um tigre de pelúcia.

domingo, 22 de maio de 2011

Gente, meu livro está concorrendo no Prêmio Clube dos Autores de literatura.
Se possível, votem lá nele e espalhem para mais gente votar.
Basta seguir o link
http://premio.clubedeautores.com.br/web/site_premio/votar.php?id=36502

Obrigado!

Um Bom Presente Errado

Ontem, eu fui perguntado
sobre qual era o estrago,
por não ser imaginado
um irmão de trinta anos.

Eu me senti em bons panos
por poder o engraçado.

Me é muito mais quyum quadro,
um livro, um desenhado,
as piadas de bom grado
em que todos somos falhos,
seja o que escolhamos

E o Rosa virou Ramos,
Guimarães, Graciliano,
num bom presente errado.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Convite para Lançamento




Eis o  convite para o lançamento do livro Palavras Sem Fronteiras, do qual fazem parte 4 textos meus.
Conto com todos que puderem comparecer.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quando Bestas Fazem Leis

Bestas soltas
Outorgarão
Leis absurdas

Sobre o pão
Ou o vinho

Não falando
As imbecis
Refutando
Opção que vir
Vacinando

E tão tolas
Anunciam
Divulgando
O seu fugir

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Legado

Quatro anos atrasado
Quase ave de descaso
Já do lado civ'lizado
Há de, ao ser mal julgado,
Saltos fazer dar famílias.

Do alto a observar
E aveacos de ervas
Tomando lá naquele ar,
D'estranheza, sentem levas

Outras levas 'inda virão

Vagos tornam-se cada vez,
Margens, e mais tem palidez.
Há pois o ar que esqueceis

Já eis em paz, não mais sereis.
Faç'o orar, há de ver paz.





Quem deixa legados em vida deve se pronunciar sobre seus erros.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carta de Criança

Mamãe, papai, olha o que eu fiz:
pros padres maus a carta escrevi.

"O que cês faiz ninguém nunca gosta
e no final fica uma bosta.
Então parais pois já sabeis vós, tá?"
Ficou legal? Disse que tá jóia...
Quem? Nosso pai, da igrej'e loja

E cois'e tal, mas eu não entendi

Me disse "vais" e continuou a
conversa qua mãe que é da loja.
Eu ouvi: "Ai! Por que não um poxa!"

Eo pai: "Ao menos ali eu vi
um ideal que eu não defendi
para a paz d'espírito deles.
Há ideal mais forte presente
Do que verais nas d'onisciente."

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Menino da Igreja Chorou

A formiga, fui eu que fiz,
Mas lacraia eu não mati.
Foi uma tal de Aidi.

O cabelo eu que corti
E veja só, que dó, que dó
Mas a cavala pocotó
Foi essa Aidi que levó

Mamãe disse pra não chorá
Porque pro céu, foram pra lá

Mas será que vai encontrá
Porque dizem não ir pra lá
Quem não vai sempre igrejar
E gostar do diferente
Porque eles não são gente.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tombar por Veneno

Ele foi visto intoxicado
com o seu andar cambaleado

Esse veneno pesou no sangue
Que não conseguiu ficar estanque
Depois do amor o fazer ferver

Mas não pôde tão logo esquecer
Pois apesar de sentir-se pesar
Ainda não pôde ir descansar
Ainda ia sentir-se doer

E quando veio a tentar correr,
Quando não mais tomava toxina
Não chegou a chegar a esquina
Pois não socorre a irmandade
Do veneno da humanidade.

domingo, 8 de maio de 2011

E a Passos o Andar É

Woody baixou o machado
E cinco sobreviveram.

Folhas dos não massacrados
A eles muito renderam.
Serão muito encontrados
Pelos que os dentes serram
Vendo livros muito largos

E longe isso ecoa
Com uma simples verdade
Nessa notícia tão boa:

Não mais só por caridade
A carga de folhas voa
Com sua brasilidade.
Não só uma cois'a toa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Terceiro Estado Aprovado

O terceiro estado qu'esperava aprovação

Já era acertado que precisava a nação
reconhecer casado todos em uma união

E mesmo que notado o problema de lentidão
Nós somos felizardos por ter afinal solução
Pois lá em cima há dor por sempre ter reprovação
Já era hora da cor só importar quando no pão
Seja por claridade ou pelas outras opções

Afinal, par'a nação é cada um trabalhador
E não é religião que decide o errado
Em qualquer ocasião se nota quisso é fato

Mas talvez haja razão no clero em algum lado
Pois em mei'a negação ainda houve resguardo
Com cert'abidicação do que faria casado
E com excomungação este será castigado

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Três Exemplos Apenas

Quando médico não quer atender:
Cara feia só fome irá ser.

Problema então tal coisa não é
Pois não terá voz quem é um qualquer.
Pois difícil ver atendente é

Quando ainda se vê um alguém
Está dormindo ou somente vem
Dizer que finda auxílio que quer
O que sentindo dores estiver
Serão mais ninguém pois diretor quer

Apenas sorte tem eles que tem
Experiência de não ir pr'além
E visão forte dum corpo que traz
A ambulância e no sofá jaz

Supervisão tem quem saúde faz?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Placar da Rodada

Mais de 100 jogadas
Ficaram marcadas
No fim de semana
Em campeonatos
de Sampa e Rio.

Alguns preparados,
Outros expontâneos

Ganhou o Hospital:
10 a 1 pra geral
Contra o Funeral

O juiz do local
Esperou o sombral
Deixar o estád(i)o
Sem luz pra ser claro

Torcidas no'scuro

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Importância da Família Real

Sim, tem uma importância
Trazer alguma infância
Pra resistente família
Dá tão velha monarquia
Depois da morte da filha

Ver como cada se vestiu
A carruagem que partiu
Ver o que só dois ou um viu:
A rainha se repetiu

A multidão seguiu fora
Cada música da hora
Por toda festa afora

Depois de tantas belezas
O sacristão deu estrelas

Mas problemas 'inda temos

quarta-feira, 27 de abril de 2011

600 Toneladas Cadentes

São 600
toneladas
que deslizam,
paralisam,
e entopem...

Todos fogem.
Nenhum vai vir
a redigir
tal passado...

Ou futuro,
já qu'eu e tu
não vemos crus...

Mas BBB
nada sofrer,...

 Isso vemos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

João do Norte

João do Norte é forte:
Sabe cair, sabe seerguer.
Com o seu porte e sorte
Em cascatas vai se perder

Pode acordar com medo
De uma nova buzina

Pode ficar preso vendo
Numa janela de cima
Em um ônibus ilhado

Pode não ter um transporte
E ter de passar a nado,
Sem haver qualquer suporte,
Pode só se ter frustrado
E temendo sua morte...

Por águas 'inda é levado.





A cada João do Norte de uma cidade embaixo d'água.

domingo, 24 de abril de 2011

Homem da Lei, Grande Alegria

Deixou-nos o homem da lei
Depois de por muito ser rei

Em si, grande alegria
Já sabiam que traria
Quando escolhido nome

Tendo de música fome
Reclamou de um cassete
E mostrou-se competente
Trazendo mais um futuro

Hoje nos deixa de luto

Deixando um forte vinco
Depois de apenas cinco
Ter tornado antiquado
O até então usado

Longa vida a Norio

sábado, 23 de abril de 2011

Por Um Melhor Renascer

Se eu sou mesmo livre,
Por que eu ouço tanto
Dentro do trem berrando?

Se eu sou mesmo livre,
Por que vivem dizendo
Que só há um me vendo
Mesmo fora dum templo?

Se eu sou mesmo livre,
Por que preciso ouvir
Que estou a destruir?
Por que todo o rugir
Contra o outro agir?

Se eu sou mesmo livre,
Por que o alvoroço?

(Se) eu sou mesmo livre... (?)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Neves de Mal Porte

O urubu tem fome
E vê chegar a morte.
E não tendo por onde
Ele tenta a sorte...

O que o replay expõe,
Um pé queaponta norte,
E outro que se opõe.

O que replay esconde
Se vê em outro corte.

E neves passam longe
Do que seria porte
Bem visto por um monge,
Fazendo um fiorde
Carregando prum onde.

Mero medo da morte.

Ad Processum

Quarenta escaparam.
Quarenta seesconderam.
Quarenta que deixaram
A todos nós querendo.

Querend'uma resposta.
Querendo revoltosa
Uma nação segura

Segura ad' processum.
Segura iudicium,
Mas, não ad exhibendum
Feita fora do forum.
Somente dentro deste.

Este é o problema
Do corpus dos quarenta





20/04/2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

É Bela

É Bela
Aquela:

Qu’é fera
Quand’ela
Precisa.

Que peca
Pois vela,
Mas nega
Fogosa.

Eespera,
Pois ela
Não quer já-
Mais ser lá
Intrusa.





15/04/2011. Feliz Aniversário, Isa!
Muitas Felicidades!!!
Muitos anos de vida!!!!!
Muitas Exclamações!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Um Mês Depois de Anos

Foi um mês apenas.
Pareceu centenas.

Repete a rima

Tremores e ondas,
E a costa sondas,
Com medo dessa luz
Que chega ao seu capuz...


Cabeças dy avestruz
Que usam de vil luz
Pois cada um quis luz.

E água derrama
Contra essa chama.
Teme pronde ruma,
Mas não salva onda
O que outra tomba.





 Dia 11 de Abril de 2011, aniversário de 1 mês do terremoto que começou a tragédia no Japão

Na Primeira Sala do Primeiro Andar

Em Tasso da Silveira
Fez-se um capítulo
Que levou-nos às beiras
Com o qu’é novíssimo,
Pela sua maneira.

Ficam várias crianças
A beira do abismo,

Pelas suas vis crenças,
Pelo seu fanatismo...
Sacrifícios à onça.

Pois na primeira sala
Desse andar primeiro,
Foi deixado antes lá
Branco lençol inteiro...

Junto com sua alma.





Soneto escrito depois da tragédia de Realengo

A Passagem por Rito

Eu ouço tanto grito
E penso qu’estou frito

No meio do agito
Formado neste rito
Popular contr’o “fico”
Qu’é igualmente dito.

Ignorando isto,
O pobre e o rico,
O pai, a mãe, o filho,
Em casa e mendigo
Dizem que é ridíc’lo

Impasse infinito,
Até rima do lido
Ter faraó ‘scolhido.





Soneto escrito depois da revolução no Egito

Nuvem sobre Fevereiro

Não foi um cogumelo,
Mas foi negra e espessa.

Muito do cultivado
Se perdeu sem a chuva.
Desesperadamente,
Jogam lágrimas no ar
Quem acordou no lugar

E nós não julgaremos...

O que será cantado?
Num dia as avessas,
Em um barracão quente,
Não se tem como cantar

Mas cada pro seu lado,
Irão num mês de pressa
Fantasiar presente.





Soneto escrito depois do incêndio na Cidade do Samba

800 Tijolos



Nas costas das montanhas
Em casas pequenas, bambas
Vivem a vid’e o samba
Homens, mulheres, crianças
Que nadarão pela lama

A lama que desce forte
Que só para pela sorte
Pela falta de um muro
Contra o tormentar puro

Os que sobrevivem irão
Gritar contra inundação

E tudo o que mudarão
Oitocentos tijolos são
De massa vermelha em vão.





Soneto  escrito depois da tragédia na Região Serrana.

Eis o Soneto Brasileiro

Fluido é o soneto que
Permite ao poeta ter
A escolha na forma e,
Sem forçar conta ou rima,
Manterá as suas quatorze.

Sem denegrir a escolha
Daqueles que gostam d’outra,
Mas dando-lhes opção nova.

o impondo alta língua,
Mas usando toda língua.
Sem impor uma origem,
Seja tal país ou bairro.

Fale das terras de outro
Ou das terras em que nasceu.





Bem, a primeira postagem é só para explicar o que é essa forma.
O Soneto Brasileiro é uma forma que criei a partir das 14 linhas dos sonetos clássicos, cuja regra é apenas as seguintes:

1) As 14 são divididas em estrofes de 5, 4, 3 e 2 linhas, podendo haver uma estrofe adicional de 1 linha. Por que isso? Porque permite mais controle sobre o fluxo do poema. O autor pode então criar uma progressão de uma idéia mais direta a uma mais desenvolvida ([1] 2 3 4 5) ou da mais desenvolvida a mais rápida (5 4 3 2 [1]), dividir o poema em 2 partes semelhantes (5 e 2, [1,] 4 e 3) ou três se houver a estrofe de uma linha (5, 4 e 1, 3 e 2), ou ainda criar um desenvolvimento similar ao dos sonetos clássicos, seja o italiano (5 e 3, 4 e 2), seja o inglês (5 4 e 3, 2), ou qualquer outra forma  de organizar as estrofes.

Qualquer outra regra, seja quanto ao esquema de rima, ou mesmo sua existência, quanto a escolha da linguagem e do tema, quanto a ordem, etc, fica a cargo do autor. Assim, a forma permite que sejam feitos poemas mais livres, ou poemas mais regrados, mais próximos dos sonetos clássicos.