segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Soneto Tercina das Zonas

A zona sul é fria
Pelo quente da praia.
A zona sul é quente
Com ar condicionado.

Como isso s'entende?

Seria só um fato
Ou ser mais planejado?

Tem quem assim cria,
Ela muito atrai
Com não-monotonia.

Mas eu que venho aqui
E volto a refletir
Penso não ser o caso
Pois não assessoriza
A crescer o Estado.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Também Não Sei

Também não sei
Eu mal cheguei
Mas, ei! Eu hei
De descobrir...

Após partir
Sem onde ir,
Estou a vir.
E por cair,
Eu poderei...

De ir, cansei.
Parti, voltei.
Mostrei sumir.

Cansei de ir...
Por quê? Não sei.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Facão

Pequenas cenas
Novelas velhas
Vividas vidas

Corridas trilhas
Em matas falhas
Espesso centro
Navalhas largas

Recentemente
Respirei, pensei

E tirei, limpei
Lâminas minhas
Pra cortar portas
Em folhas mortas
A minha frente.

terça-feira, 12 de junho de 2012

E depois

E depois da amizade,
Pode vir a irmandade.

E depois da irmandade,
Saltarão os sentimentos
Em um, dois, e mais momentos,
Até se mostrar verdade.

E depois dessa verdade,
Sorte como complemento,
Vão se unir pensamentos,
E desde este evento
Haverá cumplicidade.

E desta cumplicidade,
Com sorte, terão rebentos.
E todos terão idades.

E depois vem amizade...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cebolas

Ainda sou aflito.
Eu não consigo chorar.
Realmente preciso.
Porém, irei segurar.

Por haver esperança
De eu ser só criança,
De serem coisas tolas.

Não querendo à toa
Não me manter de boa.

Então estou comigo,
Este doido varrido
Que esquece que chorar
Também tem seu motivo
Mesmo que coisas tolas,...

Me cortarei cebolas

sábado, 12 de maio de 2012

Má, Real Realidade

Quando chego a achar
Que acho a verdade
Chega e me acha má,
Real realidade

Ainda que só seja
Quero o que seria
Linda fotografia

Uma bela imagem
Presa em minha mente
Sem sequer a vantagem
De não ser deprimente
Onde quer que esteja

Mas ria de um dia
Que dá frio na 'spinha.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Indiferente

Aquele mar
Do teu olhar
Aind' está
A afagar
A minha mente,

Mesmo torto
De seu olho.

Sem consolo,
Por ser tolo
Inconsequente.

A 'inda ver

O que fazer
Senão sofrer
Pelo meu ser
Ser tão carente.

Num Dormir Sem Paz (Trabalho Ingrato)

Depois de eu tanto urrar,
A música me faz chorar.

Ainda tenho este ar
Pesado a me rodear
Que só me faz despedaçar.

Mas, ainda tenho junto
Aquele, que mesmo outro,
Tenta parar o meu grito,
Me levar ao pensar reto.

Este trabalho ingrato.

Eu devo o que me une,
Estas palavras eu honre,
Neste momento tão triste,
A quem sem conhecer fez-se
Amigo desta vã arte.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dor


Esta maldita desgraça,
Que em nada me estranha,
Pelo que quer que se passa
Faz se torcerem entranhas
Por esta vida amarga.

Quando este mundo anda
E penso que me afaga,
Não pode jamais ser amor.
Só será outra desgraça.

Sou criatura estranha.

Não há nada que se passa
Ou venha destas entranhas
Senão sensação amarga.

Mas assim o mundo anda,
E só o mal me afaga.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sorrir Acordado


E é só, Dicró
E de nó em nó
Eu faço corda

Espero me lembrar
Daqui até a porta

Quand'eu passo no rio
Tão sujo e frio
Eu me amarro todo
Se não fosse seu humor
Eu esquecia o pouco

Qu'eu tenho e volto
Qu'eu durmo e acordo
E tô preparado
Pra deitar sorrindo

E sorrir acordado.

1750


No virar das 12:30,
Vejo que chegamos a 17,50 centenas,
Em uma exata coincidência...

Achei que valia fazer referência,
E com alguma insistência
Tento por em evidência
Que a página está crescendo.

E espero que esteja acontecendo
Por ter um bom conteúdo
Ainda que, contudo
Estas palavras em vulto
Não cheguem a ser um poema

São meramente um esquema
Para usar o tema

E homenagear seguidores.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Futura Musa

Quão dura a candura
de uma futura musa
que eu chego até a rir.

Tão pura a moldura
de sua bela figura
que haverá de existir
formosura alguma
que na mente continua...

E não há como se fugir.
Perfura espessura
desta minha armadura,
mas, 'inda hei de insistir

E com sua ajuda
Minha mente a cultua,

Soneto que não escrevi.

domingo, 15 de abril de 2012

Cardiovasculhar

Ah, tu me sangras correto,
pois não é menos que fato
que tens o caminho certo
para o sangue jorrado.

Oh, tão famosa entranha,
por que só lembro de você
quando você mais apanha?

Talvez por querer esquecer
esta sensação estranha
de não poder amanhecer
junto a quem te encanta,
e não se sentir completo.

Que pena que seja raro
se inspirar só bons versos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Só pode ser querer mandar

Querida CNBB
Queridos evangélicos

Tenho que dizer a vocês,
Ainda que mais uma vez,
Que o que chamam de revés
Não devia causar stress
A qualquer de suas pessoas

Afinal se só são boas
As pessoas que concordam
Por que ainda se mostram
Assim tão interessados?

Por que somos forçados
A escutar opiniões
Sobre as outras multidões?

Só pode ser querer mandar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Futuro

O Sol de um dia frio
Sobre seu corpo esguio
Sem muitas ou poucas roupas
Me lembra das coisas boas
Que eu vivi ao teu lado.

Como que é tão amado
Pelo músculo vermelho?

Me faz olhar no espelho
E pensar que sou um fardo,
Querendo bem de bom grado
Que seja feliz pessoa,

Quyesteja nunca a toa,
E que o seu corpo lindo
Nos transforme em um trio.

sábado, 31 de março de 2012

Ordem e Progresso

We hold these truths to be self-evident,
that all men are created equal,
with certain unalienable Rights,
that among these are Life, Liberty
and the pursuit of Happiness.

You shall not side with the great
against the powerless.
What you do to the least of them
you do to me

o Amor por princípio
e a Ordem por base;
o Progresso por fim.

Liberté, Egalité, Fraternité
ou la Mort

Nenhum passo daremos atrás

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cozinha do Humor


Meu bom amigo que não conheci
Não sei quantas vezes contigo ri

Tenho medo do mundo sem você
Pois mesmo não o vendo na tevê
Sempre pude contar com o que crê
Na preocupação primeira do ser
Que faz cansados rir, mas também ver

'Inda muito me dói estar a par
Que talvez nunca venha a estar
Ao lado do seu saber alegrar
Do que tem de pensar

Resta a minha neura fazer jus
E tentar cozinhar um mundo cru

Dar a sabedoria mais sabor.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Rio afora

Fazendo estardalhaço,
Chega a imprevisível
Chuvas de todos os marços
Para ser inesquecível.

Sei porque sempre me lembro
De cada alagamento
Que atrasou meu caminho.

Porém, se esquecem sempre
Quem estão representando
Os eleitos pela gente
Que vai estar encarando
Cada terrível enchente.

Mas afogam as memórias
Quem nada Rio afora

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia de São Valentim

Dia de São Valentim.
Então fica assim:
Eu comigo.
Tu contigo.
Nós conosco por fim.

Não pule as etapas,
Ou sentiremos farpas
Da madeira das caixas
Que de presente demos.

Nós só saberemos
O que estamos fazendo
Se formos nós mesmos.

Senão, trocamos tapas
Que doem a mão e a cara,

Doendo a ti e a mim...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fogo Fátuo

Em um cemitério
Encar'o mistério
Que me traz de novo
Onde eu me logro
Em túmulos velhos
 
Deste chão inteiro
Eu sou o coveiro
 
Mas, por que tantas lápides?
 
O fato fátuo
É que cada fogo
Tem seu próprio jogo
No mundo mútuo,
 
Com seus traços raros
A manter acesa
Uma frágil alma.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Harmonios'e Cantante Voz

O Wanderley perdeu a corrida
Chegou primeiro na avenida
Ainda assim ganhou o troféu
Se fez coisas boas sob este céu

E deixou várias canções para nós

Alguns trocam sempre de estrada
Acham que deve ser a errada

Mas ele nunca pensou ser assim
O mesmo estilo até o fim
Apesar da crítica tão atroz

Que em cada de nossas cidades
Tenhamos a autenticidade
De dizer quais são nossas verdades
Aquem de ter popularidade
Em harmonios'e cantante voz

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poços

Tem muitos que gostam do poço
Por achar que é um esforço:
Crer bem mais em seu lado louco,
Pegar seu dinheiro e pouco
Trocar por um desejo rouco.

 Outros acham ser só a casa
Dá muito necessária água
Hoj'em dia abandonada

Mas esta terra perfurada
Não é só uma velha marca

As grandes verdades do mundo
Vêm daqueles poços profundos
Que forçam a cara mais baixa
A ouvir a voz ecoada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Escritas de um Dia de Chuva

Qu'este quarto colorido,
Sob este teto cinza,
Mesmo que escurecido
Não obscura a vista,

Pois o que será vivido
Em mais um chuvoso dia
Não deve ser esquecido.

Sej'ou não imagem linda
Será página do livro,
E como qualquer bem lida
Poderá ser um ensino
Para esta nossa vida.

Também de raio caído
Surge terra mais nutrida.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cascas Claras

Caem as cascas claras.

Sobre idéias vagas
Formam amargas marcas.
Elas começam coçar.

E por acima estar,
Não nos mantemos a par
Deste problema haver,
Até extremo prazer
Que é coceira afazer.

Yeste pequeno roer,
Quase quieto, grita.
Branco em preto mostra
Com a pequena crosta.

Não é perigo, porém,
Mas só vergonha vista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A Vender Cataventos

Cataventos tão parados
Em consenso quas'exato.

Sol ardendo sobryos vastos
Quyao relento tem seus casos,
Seus eventos, seus tratados.

Não vendendo, qual palhaço.

Faria estardalhaço,
Mas, extremo meu cansaço,
 Não me vejo no espaço.
 Incremento do mormaço.

 E fervendo, preso em laços
De um vento muit'escasso
Catavento tão parado
Em consenso quas'exato
Com meu senso, meu estado.