domingo, 23 de junho de 2013

Há de Haver Ar


E há de se crer
Que andar por ver
Terá de fazer
Objetivar.


E por tal andar,

Até ver o mar,

Há de hesitar.


Há de hesitar.
Há de ser content'

Por estar a par
Que em todo mar
Pode se mostrar,
De qualquer lugar,
Algum navegar
Ou uma serpent'

Quisera Primavera


Entre tantos amores
Precisamos de flores.

Flores sem os odores
Do amor do perfume,
Do amor pelo cume,
Do amor pelo pisar,

Este amor está no ar
Há muito muito tempo.
Somos forçados a cheirar
Este falso invento,

E nos afogar no mar
Do mais puro excremento
Para fazê-las brotar.

Culpam-nos pelo cheiro.