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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Neblina

A neblina
Torn'a esquina
Em um ponto
Que fascina

Antes dela,

Conhecido
A traféga

Depois dela,
Não syenxerga,
Yo qu'encontro
É por regra
Mais que era.

And'um pouco,
Tudo zera.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eis o Soneto Brasileiro

Fluido é o soneto que
Permite ao poeta ter
A escolha na forma e,
Sem forçar conta ou rima,
Manterá as suas quatorze.

Sem denegrir a escolha
Daqueles que gostam d’outra,
Mas dando-lhes opção nova.

o impondo alta língua,
Mas usando toda língua.
Sem impor uma origem,
Seja tal país ou bairro.

Fale das terras de outro
Ou das terras em que nasceu.





Bem, a primeira postagem é só para explicar o que é essa forma.
O Soneto Brasileiro é uma forma que criei a partir das 14 linhas dos sonetos clássicos, cuja regra é apenas as seguintes:

1) As 14 são divididas em estrofes de 5, 4, 3 e 2 linhas, podendo haver uma estrofe adicional de 1 linha. Por que isso? Porque permite mais controle sobre o fluxo do poema. O autor pode então criar uma progressão de uma idéia mais direta a uma mais desenvolvida ([1] 2 3 4 5) ou da mais desenvolvida a mais rápida (5 4 3 2 [1]), dividir o poema em 2 partes semelhantes (5 e 2, [1,] 4 e 3) ou três se houver a estrofe de uma linha (5, 4 e 1, 3 e 2), ou ainda criar um desenvolvimento similar ao dos sonetos clássicos, seja o italiano (5 e 3, 4 e 2), seja o inglês (5 4 e 3, 2), ou qualquer outra forma  de organizar as estrofes.

Qualquer outra regra, seja quanto ao esquema de rima, ou mesmo sua existência, quanto a escolha da linguagem e do tema, quanto a ordem, etc, fica a cargo do autor. Assim, a forma permite que sejam feitos poemas mais livres, ou poemas mais regrados, mais próximos dos sonetos clássicos.