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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dor


Esta maldita desgraça,
Que em nada me estranha,
Pelo que quer que se passa
Faz se torcerem entranhas
Por esta vida amarga.

Quando este mundo anda
E penso que me afaga,
Não pode jamais ser amor.
Só será outra desgraça.

Sou criatura estranha.

Não há nada que se passa
Ou venha destas entranhas
Senão sensação amarga.

Mas assim o mundo anda,
E só o mal me afaga.

domingo, 15 de abril de 2012

Cardiovasculhar

Ah, tu me sangras correto,
pois não é menos que fato
que tens o caminho certo
para o sangue jorrado.

Oh, tão famosa entranha,
por que só lembro de você
quando você mais apanha?

Talvez por querer esquecer
esta sensação estranha
de não poder amanhecer
junto a quem te encanta,
e não se sentir completo.

Que pena que seja raro
se inspirar só bons versos.