segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cebolas

Ainda sou aflito.
Eu não consigo chorar.
Realmente preciso.
Porém, irei segurar.

Por haver esperança
De eu ser só criança,
De serem coisas tolas.

Não querendo à toa
Não me manter de boa.

Então estou comigo,
Este doido varrido
Que esquece que chorar
Também tem seu motivo
Mesmo que coisas tolas,...

Me cortarei cebolas

sábado, 12 de maio de 2012

Má, Real Realidade

Quando chego a achar
Que acho a verdade
Chega e me acha má,
Real realidade

Ainda que só seja
Quero o que seria
Linda fotografia

Uma bela imagem
Presa em minha mente
Sem sequer a vantagem
De não ser deprimente
Onde quer que esteja

Mas ria de um dia
Que dá frio na 'spinha.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Indiferente

Aquele mar
Do teu olhar
Aind' está
A afagar
A minha mente,

Mesmo torto
De seu olho.

Sem consolo,
Por ser tolo
Inconsequente.

A 'inda ver

O que fazer
Senão sofrer
Pelo meu ser
Ser tão carente.

Num Dormir Sem Paz (Trabalho Ingrato)

Depois de eu tanto urrar,
A música me faz chorar.

Ainda tenho este ar
Pesado a me rodear
Que só me faz despedaçar.

Mas, ainda tenho junto
Aquele, que mesmo outro,
Tenta parar o meu grito,
Me levar ao pensar reto.

Este trabalho ingrato.

Eu devo o que me une,
Estas palavras eu honre,
Neste momento tão triste,
A quem sem conhecer fez-se
Amigo desta vã arte.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dor


Esta maldita desgraça,
Que em nada me estranha,
Pelo que quer que se passa
Faz se torcerem entranhas
Por esta vida amarga.

Quando este mundo anda
E penso que me afaga,
Não pode jamais ser amor.
Só será outra desgraça.

Sou criatura estranha.

Não há nada que se passa
Ou venha destas entranhas
Senão sensação amarga.

Mas assim o mundo anda,
E só o mal me afaga.